Tinta Solar: O que é, como funciona e tipos de tinta

“Já ouviu falar em tinta solar? Pois é! Essa é a mais nova tecnologia de geração de energia solar, que chega ao mercado e tem tudo para “bombar” no futuro. Continue a leitura do texto e entenda o que é e como funciona a tinta.”

Usamos a energia elétrica para desempenhar diversas atividades diárias. Porém seja por questões ambientais ou econômicas, as formas como se obtém energia tem mudado. Em vários lugares do mundo a energia solar tem disparado como a alternativa ideal.

Tinta Solar

Novas tecnologias vem surgindo, e é aí que chega a tinta solar, uma das mais recentes inovações para a geração de energia renovável. Essa tecnologia foi desenvolvida por um grupo de pesquisadores do Royal Melbourne Institute of Technnology (RMIT ou Instituto de Tecnologia Real de Melbourne, em tradução livre), na Austrália.

A tinta solar usa compostos químicos para captar o vapor d’água (H2O) do ambiente com a energia solar; Depois disso ela quebra esse vapor em moléculas de oxigênio (O) e hidrogênio (H). E transforma em energia que pode ser usada em sua casa ou empresa.

Como funciona a tinta solar?

Essa tecnologia é projetada para capturar a luz solar para fazer a conversão em eletricidade. Uma camada da tinta pode ser pintada sobre qualquer material. A tinta absorve a luz solar e ainda repele a umidade permitindo maior durabilidade e resistência na exposição ao ambiente. Isso permite que a tinta seja compatível em qualquer dispositivo, como paredes de plástico por exemplo.

Durante o processo há a separação do oxigênio e do hidrogênio então é possível transformar o oxigênio em combustível quando é empregada na célula de energia. Ela ainda é menos eficiente do que os painéis solares padrão de silício, mas os pesquisadores esperam melhorar isso.

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Para realizar o processo mencionado os pesquisadores adicionaram à tinta solar um composto recém-desenvolvido que age de maneira similar ao gel de sílica. São como aquelas bolinhas utilizadas em embalagens de medicamentes para absorver a umidade. No entanto, também age como um semicondutor, por ser formado a base de um outro composto, o sulfureto de molibdênio sintético.

Quando o sulfureto de molibdênio sintético entre em contato com a luz solar ele haje como catalisador do processo de divisão dos átomos de oxigênio e hidrogênio da água. Para ajudar na captação da luz, foi adiciona a mistura um composto chamado de dióxido de titânio, pigmento branco que já é utilizado em pinturas.

Segundo o principal pesquisador do estudo, Dr. Torben Daeneke, essa combinação permite com que uma parede pintada com a tinta solar possa se transformar em uma minigeradora de energia limpa e renovável. Segundo ele, essa invenção possui grande potencial de expansão. Especialistas apontam o hidrogênio como a energia do futuro.

O hidrogênio tem emissão zero de poluentes na atmosfera, ou seja, não libera CO2, o gás carbônico, um dos principais responsáveis pelo aquecimento global.

Tipos de tinta solar

O tipo de tinta solar mencionado até aqui é o mais amplamente conhecido. Porém, existem outros dois tipos. Lembrando que todos em fase de pesquisa, desenvolvido em diferentes laboratórios. A previsão é que entrem no mercado nos próximos anos. Conhecença mais a seguir.

Células solares de ponto quântico ou tinta fotovoltaica

A tinta fotovoltaica foi desenvolvido na Universidade de Toronto. Ele é semicondutor em nanoescala que pode capturar a luz e transformar ela em uma corrente elétrica. Ele não são apenas mais baratos de fabricar, mas também é significativamente mais eficiente que as células solares tradicionais.

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Esses pontos podem acabar sendo até 11% mais eficientes que os painéis solares tradicionais. É possível que no futuro se possa até mesmo pintar esses pontos quânticos em telhados e outras superfícies para transformar a luz solar em eletricidade.

Tinta solar de perovskita

Tinta solar de perovskita, também conhecida como células solares em spray, é uma sustância derivada de um mineral de óxido de titânico e cálcio. A substância foi descoberta em 1839, porém só foi usada na produção de células solares 10 anos atrás por uma equipe de pesquisa do Japão.

Existem muitas propriedades que tornam as células solares da perovskita únicas. Porém a mais revolucionária é o fato de que elas podem se tornar líquidas. Com isso acabam sendo perfeitas para a pintura solar. Dessa forma, pesquisadores desenvolveram uma maneira de pulverizar células de perovskita líquida em superfícies, conhecidas como células solares em spray.

Uma célula solar de pulverização foi desenvolvida plea primeira vez em 2014, na Universidade de Sheffield. Uma mistura feita à base de perovskita foi pulverizada sobre uma superfície para então formar uma camada de retenção solar. A partir desse efeito a tecnologia para esse tipo de tinta foi desenvolvida.

O futuro

Laboratórios em todo o mundo estão tentando encontrar aplicações práticas para esse tipo de tecnologia. Procurando assim maneiras econômicas de transformar essas invenções em produtos lucrativos e comercializáveis. Até porque hoje um dos campos de pesquisa mais prolíferos é o de energia renovável.

A tinta solar pode funcionar como uma ótima maneira de melhorar as configurações solares que já existem. Pessoas com painéis solares instalados poderiam criar uma fonte adicional de energia usando a tinta. Outra opção seria transformar grandes estruturas em painéis solares, como edifícios, por exemplo.

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Com alguns ajustes, a tinta solar pode ser também uma ótima maneira de adicionar capacidade de geração solar aos veículos. Ou ainda ela pode ser uma instalação solar geradora de energia de forma autônoma. Como você pode perceber possibilidades de aplicações são diversas.

Tintas solares de qualquer tipo podem tornar os sistemas de energia solar presentes em diversos lugares. Uma grande parte da produção de energia no futuro deve ser fotovoltaica e tecnologias como essa provavelmente serão parte integrante desse cenário. Por isso se prepare, o futuro está aí.